quinta-feira, 15 de julho de 2010

Protagonista ou coadjuvante?

Junto aqui um comentário sobre dois textos do Jornal Gazeta do Povo, um de José Carlos Fernandes denominado Minhas sinceras picuinhas municipais e o outro Cidade, cenário de encontro para expressar minha opinião a respeito da vinda da COPA. Protagonista ou coadjuvante? Vou me reportar ao texto do Eloi Zanetti sobre os cenários. Ninguém vai a lugar algum para ver coisa nenhuma. Graças à loucura de alguns, Paris, Roma, Las Vegas exercem o protagonismo da vida. Graças à acomodação de outros lhes resta ser coadjuvantes. Temos diante de nós a oportunidade de dar um salto no protagonismo da vida trazendo a COPA. Um out dor virtual dirá:- estamos aqui, venha nos ver. Picuinhas como farinha pouca meu pirão primeiro, podem nos tirar isto.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Construtoras, Construções e Bovespa

O levantamento feito pela Economatica (click no link http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/07/10/apenas-um-terco-das-construtoras-listadas-na-bovespa-contam-com-valorizacao-apos-ipo-diz-economatica/) ,demonstra na verdade o descrédito que o setor "construiu" durante os últimos anos. Empresas que figuram na Bovespa são de médio para grande porte e, estão nesta situação, ou seja, altamente desvalorizadas, o que dizer das pequenas então. Em meio ao maior "boom" do setor a situação é desfavorável aos investidores, o que dizer de situações de normalidade ou de baixa. As instituições ligadas ao segmento deveriam sentar e rever o planejamento estratégico para que este mercado se consolide adquirindo confiança a curto, médio e longo prazo e, não apenas em momentos de euforia como agora. Saudações

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Projeto Águas do Amanhã

Comentário feito sobre matéria postada no Projeto Águas do Amanhã do Jornal Gazeta do Povo:- Estou invadindo novamente este espaço, não para falar do post em questão, mas para relatar minha surpresa pela falta de engajamento das pessoas em assunto de tamanha relevância. Se te pararem na rua e, te perguntarem sobre suas preocupações sobre o futuro do planeta, dos recursos naturais, qualquer um dirá que tem o maior empenho nestas questões. A prova cabal da mentira das pessoas (no bom sentido) está ali. Não há discussão, nem mesmo os membros do conselho, trazem seus conhecimentos e seu pensamento a respeito do que é postado. Talvez seja bom repensar alguma coisa. Saudações

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Limpeza dos rios de Curitiba

Sobre matéria vinculada no Projeto Águas do Amanhã do Jornal Gazeta do Povo gostaria de tecer alguns comentários. Prezados, muitas vezes me sinto chato ao falar sobre o nível de investimentos desta ordem. Outro dia eram R$ 100 milhões para monitoramento da qualidade dos rios no Brasil todo. Agora a fantástica quantia de R$ 5 milhões para limpeza e desassoreamento dos rios da região metropolitana e do litoral. São ações que não podem sofrer descontinuidade, deveriam estar no orçamento estadual e municipal, mas não estão. Todas estas ações são comprometidas por uma coisa chamada de drenagem superficial. As águas das chuvas quando caem sobre áreas livres permeáveis, tem a possibilidade de serem absorvidas por este terreno. As águas que caem em áreas urbanas, altamente pavimentadas e impermeabilizadas, são rapidamente carreadas para o leito do rio mais próximo, que obviamente não tem a capacidade de absorver tamanho volume em prazo tão curto, causando mais assoreamento num processo cíclico, parece óbvio, mas não é caso contrário já teríamos a solução. Em alguns municípios está se exigindo, caixas tipo cisterna nas novas construções, para coletar a água de chuva, diminuindo assim o volume d'água no sistema público. Como a quantidade de equipamentos deste tipo, ainda é pequena o efeito é ainda menor. Piscinões como em São Paulo e Rio, são obras caríssimas. Um sistema análogo ao de fossa e sumidouro pode ser usado no sentido de reduzir o volume d'água lançado na rede pública de águas pluviais. Um projeto financiado por BID, BIRD ou instituições do gênero seria muito mais eficaz tanto no monitoramento da qualidade das águas bem como na redução de captação de águas pluviais. Tem muito mais, mas por hora é isto. Saudações

terça-feira, 6 de julho de 2010

Código Florestal

A discussão sobre o Código Florestal está centrada em Ruralistas e Ambientalistas. Todavia um problema seriíssimo está escondido atrás desta discussão, que é o da regularização fundiária, bem como o uso do solo nos centros urbanos. O Código Florestal "enxerga" a totalidade do território brasileiro da mesma maneira, desta forma áreas urbanas e rurais são tratadas da mesma forma. Urge que as áreas urbanas sejam "descoladas" desta discussão, para que entraves urbanos sejam retirados. Saudações

sábado, 26 de junho de 2010

Poluição dos Lagos de Curitiba

Sobre a matéria publicada no jornal Gazeta do Povo de 26/06/2010, eu teria a dizer que não sei exatamente quais os objetivos do Movimento Águas do Amanhã. Acredito que diante do levantamento da realidade, como esta que apresenta a matéria, seja a de apresentar soluções, pois apenas apontar os fatores determinantes da ação poluidora de nada adianta (sem criticas). Urge que o poder público acabe com as ocupações irregulares ao longo dos rios, simples assim, porém de difícil execução, sem isto será quase impossível determinar a parcela restante ao resto da cidade no quesito lançamento de esgoto nos rios. Um programa de instalação de fossas e sumidouros, em residências e construções que tenham instalações sanitárias (programa simples e barato, deveria ter financiamento do BID ou instituição similar), mesmo naquelas que possua rede coletora de esgoto, reduzindo em muito a carga a ser tratada. Esperamos por melhoras rápidas. Saudações

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Moradores de Favela x Moradores Comuns

Em relação ao relatório que a FGV apresenta sobre a avaliação dos moradores de favela e moradores de bairros comuns, comentado por Guilherme Barros em sua coluna no portal IG, dá bem à proporção do problema, em minha opinião a continuação de práticas como esta de verificação da satisfação da população em relação aos serviços prestados pelo estado, em comunidades de favela, é a legitimação do erro, da falta de administração pública. A aceitação da sociedade brasileira com a favela, ultimamente apelidadas de "Comunidades" é inaceitável. A extensão dos serviços públicos a estes lugares é imprópria, criando uns cem números de problemas, bem como, tratando os cidadãos de maneiras diferentes. A que lembrar que a favela ou comunidade, parte de uma invasão, que é uma ilegalidade doravante qualquer coisa que ali aconteça será também uma ilegalidade. Desta forma, qualquer avaliação dos moradores destes lugares, carece de fundamento cívico. Melhor sorte aqueles que acreditam que favela é algum tipo de solução. Saudações

domingo, 20 de junho de 2010

Águas do Amanhã

Sobre a criação do movimento pelas "Águas do Amanhã" do Instituto RPC, gostaria de dar minhas felicitações pela iniciativa. Todavia permitam-me discordar da escolha dos membros do Conselho. A formação de um Conselho com membros que tem suas posições já conhecidas e divergentes da de outros membros do referido Conselho em nada acrescenta. A pluralidade da formação do Conselho deveria refletir as diversas posições da Sociedade, mas com membros não ligados aos organismos já instituídos. Assim as discussões se dariam em um âmbito franco e não institucional. Boa sorte a todos.

ABNT

A busca da qualificação é sempre bem vinda. Acontece que na grande maioria das ações da sociedade isto se dá por lei ou pelo esforço próprio. No caso da construção isto se dá por Normas elaboradas pela ABNT, as quais os profissionais terão de comprar. Se o Código de Defesa do Consumidor instituído pela Lei 8.078 determina que as Normas da ABNT sejam as referências, estas deveriam ser de livre acesso. Se a instituição ABNT é sem fins lucrativos, por favor, acabem com a cobrança. Saudações

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Estádio do Morumbi

Não vou dizer que já havia dito que a obra do estádio do Morumbi era inviável, mas hehehehe... com muito tempo de atraso FIFA e CBF concordaram (comigo) que não há como utilizar o estádio. A questão agora é saber se haverá tempo hábil para apresentar e concretizar um novo estádio. Capacidade, localização, caderno de encargos e outros bichos serão fáceis de solucionar, o mais difícil será acomodar o EGO e a AMBIÇÃO paulista e paulistana. De resto como estamos aqui para discutir arquitetura, projetos e afins, como sempre disse o estádio do Pacaembu é o mais viável de todos os pontos de vista. Óbvio que este precisará de uma reforma ambiciosa para que se cumpram todas as exigências. Olha eu aqui disposto a emprestar meus conhecimentos. Brincadeiras a parte, pelas condições que este ou qualquer outro projeto que venha a ser apresentado exigem, será um belo desafio profissional. Saudações

sábado, 22 de maio de 2010

Palácio Iguaçu - Restauro ou Reforma?

Sobra matéria publicada no jornal Gazeta do Povo de 22 de maio de 2010 gostaria de dizer que nós arquitetos deveríamos abordar de forma diferente o tema. Como se coloca o restauro, estas obras todas devem se tornar museus, sob a ótica de alguns profissionais, para mostrar ao público como elas funcionavam. Instalações de lógica (informática), novas técnicas de iluminação, novas instalações elétricas, nova hidráulica, sistemas de telecomunicação, novo mobiliário, equipamentos de ar condicionado entre outros não fazem parte das técnicas da época e, como tal não deveriam ser incorporados. Um exemplo de como se pode ver isto é a simples troca de um vidro, a técnica de fabricação de vidros na década de 50 eram diferentes das atuais produzindo um efeito totalmente diverso do momento da obra original para a obra sob o efeito da intervenção ou restauro. Explique-se, na década de 50 não se conseguiam vidros tão planos como os atuais, obtendo-se um reflexo, um brilho diverso do vidro produzido atualmente. Semântica a parte o que se propõe sempre, independente do profissional a realizar o projeto é uma intervenção atualizadora. A discussão não é técnica, mas política (no sentido da intensidade da intervenção). Saudações

terça-feira, 4 de maio de 2010

Copa 2014

Desde a semana passada os noticiários esportivos vem se dedicando ao assunto das obras inexistentes para a Copa. Esta semana começou com uma apertada nos irresponsáveis, ameaçando com um plano B, a Inglaterra. Cutuca daqui, discute dali, questiona acolá, mas de ordem prática ainda nada foi posto em marcha. Falta de planejamento, falta de dinheiro, licitações bloqueadas, falta de vergonha. Motivos de toda sorte completam as lacunas e impedem que as mesmas sejam corrigidas. Questionam os custos de tudo, quando na verdade querem mesmo é perguntar o quanto cada um vai levar. Uns nada levarão, outros levarão muito, alguns incautos pela graça de Deus, seja ele qual for simplesmente irão empatar a partida, não ganhando nada nem perdendo. Quem conhece um pouco de obra e, não é preciso conhecer muito, sabe que obras de 333, 444 ou 666 milhões não saem do papel de uma hora para outra (o 666 foi proposital). O caso mais emblemático é do Estádio do Morumbi. Nem o projeto está aprovado. Um custo estimado de R$ 150 milhões, para um clube que deve mais que isto (fonte internet), embora o patrimônio possa ser maior, a equação da divida já não está fácil, o que dirá se ela dobrar repentinamente. Como os credores irão assistir a isto? Pão e CirCopa 2014 é o querem.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Metro de Curitiba Outro Capítulo

Amadorismo disse o professor Ratton, na matéria publicada no jornal Gazeta do Povo de 29 de abril de 2010, eu incluiria insanidade de técnicos e políticos envolvidos no processo. Posso ser antiético como arquiteto ao chamar de insanos os técnicos. 13 ou 22 quilômetros de linha de metro, como foi proposto por último na reunião com o ministro Paulo Bernardo ao invés de proporcionar uma solução para a cidade, irá criar um problema maior, pois a transição de um sistema para outro quebra o fluxo de movimento. Técnicos mundialmente reconhecidos, dizem a mais de 20 anos que cidades com mais de um milhão de habitantes precisam de metro, Curitiba já provou o contrário. U-Bahn de Viena ou Sttutgart que são uma versão de bonde elétrico podem servir como base para uma melhoria no nosso sistema de transporte. Para uma população que para de crescer em dez ou quinze anos no máximo e, entrará em declínio a partir disto demonstra bem o amadorismo com o qual o assunto vem sendo tratado. Não elegemos os governantes para que executem obras e projetos de acordo com seus sonhos, mas sim para apresentarem soluções adequadas. Saudações

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Metro de Curitiba Mais um Capítulo

Em reflexão a matéria do Blog Conexão Brasília de André Gonçalves na Gazeta do Povo de 26/04/2010 gostaria de dizer que segundo estudos de diversos e respeitados demógrafos, em aproximadamente quinze anos a população brasileira irá estabilizar e começara naturalmente a diminuir. Com o crescimento econômico chegando a quase todos os cantos do país a população irá se distribuir de melhor maneira, pois haverá maiores e melhores oportunidades pela natural descentralização da economia, desinchando assim os maiores centros urbanos do país. Por que então esta desmedida intenção de construir uma obra que nada ou quase nada irá contribuir para o desenvolvimento de Curitiba. Existem diversos dispositivos para melhorar nossa mobilidade urbana. Dividas por obras necessárias sim, por esta não.